O veleiro mais rápido do mundo utiliza tecnologia de medição HBM

"Voar" sobre o oceano com um barco exige tecnologia e materiais inovadores. O francês Alain Thébault conta com a tecnologia de medição HBM para avaliar os possíveis limites de carga durante o desenvolvimento de seu trimarã "Hydroptère".

Já há mais de 15 anos, Alain Thébault tem perseguido um único objetivo: Ele quer construir o veleiro mais rápido de todos os tempos; deseja, por assim dizer, fazê-lo "voar".

Recorde mundial no Mediterrâneo

04 de setembro de 2009: Alain Thébault e sua tripulação navegam a toda velocidade no mediterrâneo com o trimarã de 18,28 metros de comprimento "Hydroptère", ao largo da cidade portuária de Hyères, no sul da França. As condições do vento são favoráveis: Não muito forte, mas estável. As superfícies hidrodinâmicas/de sustentação ("hidrofoils") deslizam sobre a água - que, a tal velocidade, é tão dura como concreto - enquanto o casco se eleva a vários metros acima da superfície da água. O Hydroptère "voa" a uma velocidade média de 51,36 nós (95 km/h): Um recorde mundial absoluto de velocidade em navegação a vela. A melhor marca anterior estava ao redor dos 50,57 nós e foi alcançada pelo kite surfista Alex Caizergues em 2008. Uma distância de 500 metros deve ser coberta para que o recorde seja estabelecido.

Materiais avançados

Para alcançar tais velocidades, a equipe de Alain Thébault's teve que reduzir a resistência à tração de todos os componentes que exercem influência sobre a aerodinâmica e otimizar a forma e o controle das velas. Entretanto, o desafio maior foi desenvolver superfícies hidrodinâmicas que proporcionassem impulso suficiente sem causar turbulência de água. Por esta razão, apenas materiais inovadores e avançados foram utilizados no design do Hydroptère. Por exemplo, somente o mastro custa 400.000 euros. As barras transversais do barco são feitas de titânio, as velas, tecidas a partir de fibra de carbono. As superfícies hidrodinâmicas são provenientes da fábrica da Airbus em Nantes, e a suspensão das mesmas - que tem que suportar um pressão de 45 toneladas - inspiradas pelo trem de pouso de um avião.

Avançada plataforma tecnológica usando tecnologia de medição HBM:

Não obstante, o Hydroptère não é apenas um trimarã ultra-rápido feito de materiais inovadores. Ele é também uma avançada plataforma de tecnologia, instalada a bordo para melhorar e desenvolver o conceito: Um barco-laboratório para a pesquisa das características específicas de um trimarã: Estabilidade, velocidade, cavitação, resistência à tração, vibração e oscilação bem como o desgaste do materiais usados.

Medições de carga em tempo real

O sistema de medição permite que os velejadores realizem análises em tempo real das cargas que afetam o barco. O engenheiro Damien Colegrave é responsável pela completo monitoramento e aquisição de dados durante cada teste. Sinais visuais e acústicos disparam tão logo um limite de deformação seja excedido. Isso dá a Damien Colegrave a possibilidade de reagir de forma imediata. Depois de cada teste, ele leva a cabo uma análise completa das gravações para chegar à conclusões relativas à resposta do barco ao estado do mar, ao vento e à orientação das velas. Além disso, os resultados são comparados com os cálculos do simulador de voo Hydrop6, o que possibilita aos engenheiros prever mais confiavelmente o comportamento teórico do trimarã.

Strain gages são indispensáveis para o desenvolvimento

O que Damien Colegrave disse sobre o uso da tecnologia de medição: "Os strain gages e os dados por eles transmitidos foram pré-requisitos para calcular e construir os principais componentes do barco, especialmente as peças de transição entre retranca, superfícies hidrodinâmicas e casco. Por esta razão, nós nos focamos nos strain gages, sua proteção e o uso dos dados que eles nos proporcionam. Isso é essencial para um projeto como o Hydroptère, pois se trata de um protótipo para o qual ainda não existe nenhum valor empírico acerca das cargas possíveis."

"As expectativas relativas à tecnologia de medição foram completamente atendidas"

Damien Colegrave continua: "Nós instalamos nosso atual sistema de medição baseado no CANbus em 2006, depois de comparar produtos de muitos fornecedores. Nós escolhemos a HBM. O amplificador digital, modular digiCLIP satisfez todas as nossas expectativas: É compacto, leve e extremamente robusto. E, sobretudo, é muito fácil de usar. Os engenheiros de serviço da HBM instalaram com maestria mais de 40 "pontes completas" e os protegeram contra influências externas usando materiais apropriados. Tanto os amplificadores digiCLIP como os strain gages têm estado a bordo por três anos. Sem qualquer problema, eles resistiram a altas velocidades em águas salgadas e a fortes vibrações."

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